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ISI Eletroquímica

O Instituto SENAI de Inovação em Eletroquímica foi inaugurado em setembro de 2013, conta atualmente com 600 m² de laboratório, possui equipe multidisciplinar que envolve Químicos com foco nas áreas de Eletroquímica, Eletroanalítica, Orgânica, Materiais, também em seu quadro possui Engenheiros Eletricista, Químicos e Bioquímicos, todo o Staff possui especialização, Mestrado e Doutorado em instituições Nacionais e Internacionais. O Instituto possui equipes focadas nos projetos conforme demanda e processos de contratação diferenciados para bolsistas e pesquisadores, que trabalham nas áreas temáticas que dão suporte a eletroquímica industrial.

Desde a sua concepção, os investimentos feitos no Instituto foram planejados para aparelhar os laboratórios com o estado da arte da eletroquímica, sendo os equipamentos os melhores e mais avançados existentes no mercado nacional/internacional, validados em conjunto com Instituto Fraunhofer. A maior parte dos equipamentos comprados são importados de empresas renomadas em qualidade e tecnologia, equiparando-se a institutos internacionais de pesquisa. Alguns equipamentos são únicos no Brasil em termos de aplicações industriais, sendo que os outros são usados somente para pesquisa básica em universidades.

O Instituto Senai de Inovação em eletroquímica é uma unidade EMBRAPII com foco na “Eletroquímica Industrial”. Esta área de competência abrange soluções e aplicações na área da Química focado em Eletroquímica, nas sublinhas de PD&I que possuem maior aderência na pesquisa aplicada em industrias: i) Revestimentos Inteligentes, ii) Sensores Eletroquímicos, iii) Baterias

Os Revestimentos Inteligentes desenvolvidos no instituto atuam principalmente na prevenção da corrosão e recuperação de superfícies danificadas por esse processo. O foco desta linha de pesquisa e desenvolvimento é minimizar as influências ambientais na corrosão, desenvolvendo novos revestimentos anticorrosivos para as indústrias (tintas, argamassas, vernizes, entre outros) com características cicatrizantes, autolimpantes, lubrificantes, oleofóbicas, hidrofóbias, sustentadas por nanotecnologia (uso de micro/nano encapsulamento e nanopartículas).

No desenvolvimento de Sensores Eletroquímicos, o instituto atua de modo a ampliar as tecnologias aplicadas no monitoramento e/ou diagnósticos de plantas industriais e desenvolvimento de sistemas para diagnóstico rápido com foco na saúde humana e animal. Para isso, são desenvolvidos sensores ou biossensores eletroquímicos que visam potencializar ou substituir metodologias padrão em diagnósticos, tais como PCR quantitativo, técnica de ELISA e equipamentos analíticos como o HPLC, por exemplo. Os sensores eletroquímicos são desenvolvidos de modo a serem adequados às necessidades da indústria, cuja tecnologia pode ser transferida de um sistema complexo para um portátil, com limites de detecção que podem chegar a ordem de fentogramas por mililitros.

A sublinha de Baterias é focada no desenvolvimento de novas tecnologias para armazenadores e geradores de energia, como as baterias metal-ar, que podem ou não estar acopladas a geradores de energia, como os painéis solares de alta eficiência. As melhorias da capacidade energética das atuais baterias estudadas e desenvolvidas no ISI caminham juntamente com as demandas tecnológicas em expansão no mercado mundial: melhoramento de baterias chumbo-ácido, desenvolvimento de baterias para sistema start-stop e íons-lítio com tecnologia nacional, que além de favorecer a fabricação local, pode colocar o Brasil em posição estratégica a nível mundial. Ainda, é uma área com grande potencial de mercado para células à combustível de óxido sólido (SOFC), no desenvolvimento de novos componentes, como por exemplo eletrólitos sólidos por Spark Plasma Sintering (SPS), em substituição às atuais membranas.