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Publicado em 1 julho, 2022
Parceria vai destinar recursos e competências técnicas ao empreendedorismo inovador de pequenas empresas e startups
Os produtos e serviços resultantes da cadeia econômica sustentável da Amazônia ganham um novo apoio a partir desta sexta-feira, 01 de julho. A Empresa Brasileira de Inovação Industrial (EMBRAPII) e o IDESAM – Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas – instituição credenciada pela SUFRAMA como coordenadora do Programa Prioritário de Bioeconomia na Amazônia Ocidental (PPBio) assinam Acordo de Cooperação, durante a Expo Amazônia Bio & TIC, que acontece até o dia 02, em Manaus. A parceria deve beneficiar diretamente a inovação por pequenas empresas e startups que atuam na região, preservando a biodiversidade e a sustentabilidade ao mesmo tempo em que fomentam a produtividade local.
A proposta é estimular projetos empresariais de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para a exploração econômica sustentável da biodiversidade amazônica, visando ampliar negócios de impacto social e ambiental e soluções inovadoras para as cadeias de produção nativas. Ambas as instituições vão investir recursos não-reembolsáveis para a superar desafios tecnológicos que pequenos empreendedores identifiquem em sua jornada de inovação.
“Na cooperação entre EMBRAPII e Idesam quem certamente sai ganhando é quem produz de forma sustentável na Amazônia, preservando os recursos locais e incentivando a produtividade e a qualificação dos profissionais da região”, ressalta José Menezes, coordenador de planejamento e relações institucionais da EMBRAPII. Ele ressalta que, além das linhas de fomento com recursos não reembolsáveis disponibilizados pelas duas instituições, as empresas amazônicas contarão, por meio da parceria, com a expertise de quase duas décadas do Idesam no apoio ao fomento de cadeias inclusivas e sustentáveis no Norte do país e na apresentação de ideias e soluções regionais inclusive a mercados internacionais.
À capilaridade do Idesam na região amazônica, soma-se agora, por meio do novo acordo de cooperação, a competência técnica de 76 Unidades EMBRAPII em todo o país. “Vamos colocar uma estrutura robusta à disposição de soluções customizadas e ideias inovadoras, especialmente de startups e pequenas empresas da região amazônica”, explica Menezes. A parceria tem respaldo ainda do trabalho realizado pelo IDESAM no âmbito do PPBio- Programa Prioritário de Bioeconomia e também no trabalho realizado pela EMBRAPII com ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para o fomento e desenvolvimento de soluções nos temas de inovação em bioeconomia florestal, economia circular e materiais avançados.
Sobre a EMBRAPII
A EMBRAPII é uma Organização Social com Contrato de Gestão com os Ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Educação (MEC), Saúde (MS) e Economia (ME). Mais de 1600 projetos já receberam o apoio da EMBRAPII, totalizando mais de R$ 2,2 bilhões em investimentos.
Em bioeconomia, já apoiou 287 projetos de PD&I, beneficiando 274 empresas da área e movimentando R$ 351 milhões. Como exemplos de projetos apoiados pela EMBRAPII, podemos citar, por exemplo, formulações a partir de óleos amazônicos, genótipos para indústria florestal, biorremediação de solos, polímeros biodegradáveis, utilização de resíduos, compósitos com bambu, biodigestores, cosméticos, biodefensivos, soluções enzimáticas, entre outros.
Sobre o IDESAM
O IDESAM tem 18 anos de atuação com formação de cadeias produtivas inclusivas e sustentáveis formando bases sócioprodutivas, ordenamento territorial e fomento a políticas públicas, pagamentos por serviços ambientais, preparação e aceleração de negócios de impacto social e ambiental. Em 2018, iniciou suas atividades de biotecnologia pelo Programa Prioritário de Bioeconomia, vencendo um edital da SUFRAMA, iniciando em março de 2019.
O IDESAM, por sua vez, via PPBio, atualmente apoia 12 projetos em execução, concluiu 4 outros, sendo 3 desses com produtos já no mercado. No momento, há diversas propostas no banco de projetos do PPBio, oriundos de ICTs (públicas e privadas) e startups. As soluções/propostas pedem uma faixa de investimento entre R$ 50 mil até R$ 2 milhões.
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