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Publicado em 5 outubro, 2026
Atualizado em 5 outubro, 2026
Equipamento desenvolvido com apoio da Embrapii também pode ser aplicado na reabilitação de pacientes, no pós-operatório e em tratamentos estéticos
Uma tecnologia desenvolvida no Brasil aposta na redução do tempo de recuperação muscular. Pesquisadores criaram uma bota pneumática associada a laser terapêutico, capaz de estimular a regeneração muscular, reduzir dores e acelerar a recuperação física após treinos e jogos. A solução tem o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), por meio da Unidade Embrapii do Instituto de Física de São Carlos da USP (IFSC-USP), em parceria com as empresas MM Optics e Marques Franco Clínica de Fisioterapia.
O equipamento integra dois recursos já utilizados na fisioterapia esportiva. A parte pneumática funciona por meio de compressão controlada, que estimula a circulação sanguínea e linfática. O efeito ajuda a reduzir inchaço, aliviar fadiga muscular e evitar o acúmulo de ácido láctico após exercícios intensos.
Já o laser terapêutico atua diretamente na regeneração celular, estimulando processos biológicos que contribuem para reduzir inflamações, aliviar dores e melhorar a oxigenação dos tecidos musculares. Segundo o coordenador da Unidade Embrapii IFSC-USP, Vanderlei Salvador Bagnato, a integração das duas tecnologias pode ampliar a eficiência do processo de recuperação. “Ao integrar compressão pneumática e laser terapêutico em um único equipamento, conseguimos potencializar os efeitos do tratamento e oferecer um protocolo de recuperação mais eficiente, rápido e duradouro”, explica.
No esporte de alto rendimento, os ganhos podem ser relevantes. A tecnologia pode contribuir para reduzir o risco de lesões e acelerar a recuperação entre partidas, um fator importante em calendários competitivos intensos.
Aplicações além do esporte
Embora o desenvolvimento tenha forte potencial no esporte profissional, o equipamento também pode ser utilizado em diferentes áreas da saúde.
De acordo com os pesquisadores, a tecnologia pode ser aplicada no pré e pós-operatório de cirurgias longas, como bariátricas ou plásticas, ajudando a prevenir complicações como trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
No campo da estética, o dispositivo pode auxiliar em tratamentos relacionados à retenção de líquidos, celulite, linfedema e lipedema, ao estimular a circulação sanguínea e favorecer a oxigenação dos tecidos.
Pacientes com doenças que provocam rigidez muscular também podem se beneficiar. Entre os casos citados estão Parkinson, miopatias inflamatórias crônicas, polimialgia reumática e esclerose múltipla, além de pessoas em estágios avançados de Alzheimer ou de demência por corpos de Lewy.
“Os estudos clínicos realizados até agora mostram resultados muito positivos e indicam que a combinação dessas tecnologias abre novas possibilidades para a recuperação muscular e para a qualidade de vida dos pacientes”, afirma CEO da empresa MM Optics, Luiz Antonio de Oliveira.
Outra aplicação em estudo envolve o apoio à mobilidade de pessoas idosas que precisam estimular a musculatura, mas têm limitações para realizar caminhadas longas.
Sobre a Unidade Embrapii IFSC-USP
A Unidade Embrapii do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) é reconhecida pela colaboração com empresas para desenvolver novas tecnologias e produtos que chegam ao mercado. Credenciada pela Embrapii como Centro de Pesquisa e Inovação em Biofotônica e Instrumentação, a unidade atua no desenvolvimento de equipamentos e processos baseados em tecnologias biofotônicas, trabalhando em parceria com empresas para transformar demandas industriais em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Saiba mais.
Sobre a Embrapii
A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado. Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto.
A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Confira as Unidades e os Centros de Competência credenciados pela Embrapii.
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