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inovação e tecnologia na indústria.
Publicado em 20 agosto, 2026
Atualizado em 20 agosto, 2026
Será que a segurança digital que conhecemos hoje tem prazo de validade?
Por décadas, empresas investiram milhões em infraestrutura, redes, criptografia e sistemas de segurança para proteger seus dados, suas operações e sua propriedade intelectual. Essas tecnologias continuam fundamentais, mas um novo cenário começa a surgir.
O avanço da computação quântica promete resolver problemas extremamente complexos em uma velocidade muito superior à dos computadores tradicionais. Ao mesmo tempo, essa evolução traz um desafio igualmente importante: muitos dos métodos criptográficos utilizados atualmente poderão se tornar vulneráveis quando computadores quânticos alcançarem maior maturidade.
Isso significa que empresas que hoje dependem da proteção de informações estratégicas, como indústrias, empresas de energia, telecomunicações, defesa, setor financeiro e infraestrutura crítica, precisam começar a pensar desde já em como proteger seus ativos digitais no longo prazo.
A boa notícia é que o Brasil já está construindo competências para essa nova realidade.
E uma das principais iniciativas nacionais está sendo desenvolvida pelo Centro de Competência Embrapii em Tecnologias Quânticas (QuIIN – SENAI CIMATEC).
Apesar de parecer um tema distante, as tecnologias quânticas já começam a deixar os laboratórios para resolver desafios concretos da indústria.
Elas utilizam princípios da mecânica quântica para criar soluções com capacidades que não podem ser alcançadas pelos sistemas convencionais.
Entre suas principais aplicações estão:
– Comunicação extremamente segura;
– Criptografia resistente aos desafios da Era Quântica;
– Sensores de altíssima precisão;
– Otimização de processos industriais;
– Desenvolvimento de novos materiais;
– Computação para problemas complexos de engenharia e logística.
Embora muitas dessas aplicações ainda estejam em evolução, diversos países já tratam as tecnologias quânticas como uma prioridade estratégica para sua competitividade econômica e sua soberania tecnológica.
É comum associar tecnologias quânticas apenas ao universo acadêmico.
Na prática, porém, seus impactos devem atingir praticamente todos os setores industriais.
Imagine, por exemplo:
– Proteger projetos confidenciais de engenharia;
– Transmitir informações críticas sem risco de interceptação;
– Desenvolver sistemas industriais mais resilientes a ataques cibernéticos;
– Otimizar cadeias logísticas complexas;
– Acelerar simulações utilizadas no desenvolvimento de novos produtos.
Esses são apenas alguns exemplos de aplicações que já estão sendo pesquisadas em centros de excelência ao redor do mundo.
A pergunta deixa de ser “quando essa tecnologia chegará?” e passa a ser “como preparar a minha empresa para esse novo cenário?
Para acelerar o desenvolvimento dessas competências, foi criado o Centro de Competência Embrapii em Tecnologias Quânticas (QuIIN – SENAI CIMATEC).
O QuIIN é o primeiro Centro de Competência brasileiro dedicado exclusivamente às tecnologias quânticas e atua como um elo entre empresas, universidades, governo e pesquisadores para impulsionar pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico, capacitação e inovação. O projeto conta com investimento de R$ 60 milhões, resultado de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Embrapii.
Sua atuação está concentrada em três grandes frentes de pesquisa relacionadas à Distribuição Quântica de Chaves (Quantum Key Distribution – QKD):
– Protocolos de CV-QKD;
– Desenvolvimento de hardware;
– Pós-processamento para sistemas quânticos.
Essas linhas de pesquisa têm um objetivo comum: preparar o Brasil para a próxima geração de comunicações seguras.
Um dos exemplos mais recentes do potencial dessas tecnologias veio em 2026.
O QuIIN realizou uma demonstração de videochamada protegida por uma rede de comunicação quântica, utilizando tecnologia de Distribuição Quântica de Chaves (QKD).
Embora, para o usuário, a experiência seja semelhante à de uma videochamada convencional, existe uma diferença importante nos bastidores.
A proteção da comunicação passa a utilizar um canal quântico capaz de distribuir chaves criptográficas por meio de equipamentos de CV-QKD, únicos no Brasil, conectados por fibra óptica. Esse mecanismo torna qualquer tentativa de interceptação detectável e fortalece significativamente a segurança das comunicações digitais.
Mais do que um experimento de laboratório, essa demonstração comprova que tecnologias quânticas já começam a ser aplicadas para enfrentar desafios reais relacionados à segurança da informação.
Independentemente do setor de atuação, praticamente toda empresa depende hoje de informações estratégicas: projetos de engenharia, propriedade intelectual, dados industriais e financeiros, infraestrutura crítica e comunicações corporativas.
À medida que a transformação digital avança, proteger esses ativos torna-se uma questão de competitividade.
As tecnologias quânticas se mostram como uma oportunidade para que empresas comecem a compreender esse novo cenário antes que ele se torne uma exigência do mercado. E o Brasil pode estar na vanguarda desta tecnologia.
Mais do que acompanhar uma tendência tecnológica, trata-se de desenvolver competências que poderão influenciar a forma como produtos, processos e sistemas serão concebidos nos próximos anos.
O papel do Centro de Competência Embrapii QuIIN vai além do desenvolvimento científico.
O Centro foi criado para formar profissionais, estimular a criação de startups, promover projetos colaborativos e aproximar empresas de um ecossistema dedicado às tecnologias quânticas.
Empresas associadas ao Centro podem participar dessa construção por meio de benefícios voltados ao acesso a conhecimento, capacitação, tendências tecnológicas, relacionamento com especialistas e oportunidades de colaboração em projetos de pesquisa aplicada.
Em um tema que ainda está em consolidação no mundo inteiro, essa proximidade é uma oportunidade para antecipar aprendizados e construir capacidades estratégicas.
Historicamente, empresas que adotam tecnologias estratégicas apenas quando elas já estão consolidadas tendem a competir em condições menos favoráveis.
Por outro lado, as organizações que lideram transformações normalmente iniciam esse processo muito antes da adoção em larga escala.
Foi assim com a internet, com a computação em nuvem e com a Inteligência Artificial. E tudo indica que acontecerá o mesmo com as tecnologias quânticas.
O momento atual é justamente o de compreender seus impactos, formar pessoas, desenvolver conhecimento e criar conexões com os principais centros de pesquisa.
Com o Centro de Competência Embrapii em Tecnologias Quânticas – QuIIN, o Brasil dá um passo importante para participar da transformação tecnológica como protagonista, aproximando empresas, pesquisadores e governo em torno de uma agenda estratégica para o futuro.
Para as empresas que desejam acompanhar essa evolução de perto e fazer parte dela, aproximar-se do QuIIN significa mais do que conhecer uma nova tecnologia.
Significa desenvolver hoje as competências que podem gerar novas oportunidades de negócio, ampliar a competitividade e abrir mercados para a próxima geração da indústria brasileira.
Ao depositar seus recursos obrigatórios de PD&I nos PPIs Embrapii – Hardware BR e Manufatura 4.o/IoT e cumprir a Lei de TICs, sua empresa recebe uma série de benefícios dos Centros de Competência. Confira abaixo.
Se a sua empresa busca compreender o potencial das tecnologias quânticas para ficar à frente dos avanços que estão moldando o futuro da indústria, conheça o Centro de Competência Embrapii em Tecnologias Quânticas (QuIIN –SENAI CIMATEC).
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