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inovação e tecnologia na indústria.
Publicado em 29 setembro, 2026
Atualizado em 29 setembro, 2026
Transformação digital é uma expressão que cabe em praticamente qualquer planejamento estratégico. O problema começa quando chega a hora de transformá-la em projeto.
Uma indústria quer conectar máquinas e extrair dados do chão de fábrica. Uma empresa do agronegócio precisa monitorar uma operação em campo onde a conectividade ainda é um desafio. Uma healthtech tem uma boa ideia, mas precisa avançar da prova de conceito para uma solução robusta. Uma empresa de tecnologia quer desenvolver hardware preparado para 5G.
Em todos esses casos, a pergunta mais difícil não é necessariamente o que fazer. É como desenvolver uma tecnologia que ainda não está pronta, encontrar as competências certas e dividir o risco inerente a um projeto de inovação.
É justamente nesse ponto que dois atores importantes do ecossistema brasileiro se encontram.
A Unidade Embrapii CPQD, em Campinas (SP), é credenciada desde 2014 e especializada em Conectividade e Transformação Digital. Além das competências técnicas e da infraestrutura para desenvolver projetos de PD&I, o CPQD está entre as Unidades habilitadas na parceria entre Embrapii e BNDES para projetos de Transformação Digital.
Na prática, isso abre uma oportunidade especialmente interessante para empresas de Agro, Saúde, Cidades Inteligentes e Indústria 4.0: desenvolver soluções digitais em parceria com um centro de pesquisa de excelência e, quando o projeto atende aos critérios da parceria, acessar recursos não reembolsáveis.
É uma combinação que pode mudar a pergunta de “temos condições de desenvolver isso?” para “qual desafio tecnológico queremos resolver primeiro?”
A Unidade Embrapii CPQD desenvolve projetos de PD&I em Conectividade e Transformação Digital.
Na parceria Embrapii–BNDES, projetos de Transformação Digital podem receber recursos não reembolsáveis e contemplar soluções para Agro, Saúde, Cidades Inteligentes e Indústria 4.0, além de sistemas e componentes relacionados a 5G e Open RAN.
Existe uma diferença importante entre digitalizar e inovar.
Contratar um software disponível no mercado, migrar dados para a nuvem ou substituir um processo manual por uma ferramenta digital pode gerar ganhos relevantes. Mas há situações em que a solução que a empresa precisa simplesmente não existe pronta.
É quando a transformação digital se torna um problema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
Imagine uma fábrica que precisa utilizar 5G em uma aplicação específica no chão de fábrica, mas não encontra uma arquitetura adequada às características de sua operação. Ou uma empresa do agro que precisa combinar sensores, conectividade e inteligência para acompanhar ativos distribuídos em áreas remotas. Ou, ainda, uma empresa de saúde que identificou uma oportunidade para aplicar IA a um processo, mas precisa desenvolver e validar uma solução própria.
Nesses casos, comprar tecnologia é insuficiente. É preciso desenvolvê-la. E essa distinção é essencial para entender o papel de uma Unidade Embrapii.
Em 2026, o CPQD completa 50 anos de uma trajetória marcada por pesquisa, desenvolvimento e inovação em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Como Unidade Embrapii, é credenciado desde 2014 e atualmente tem como foco “Conectividade e Transformação Digital”.
A atuação parte da convergência de diferentes tecnologias para desenvolver tanto hardware quanto software, atendendo desde startups até grandes corporações.
Isso permite trabalhar na transformação digital de produtos, como equipamentos, dispositivos e sistemas, e também de processos relacionados a negócios, operações e produção.
Entre as competências apresentadas pela própria Unidade estão:
– Conectividade;
– Inteligência Artificial;
– Segurança e Privacidade;
– Internet das Coisas (IoT);
– Blockchain;
– Sistemas Embarcados;
– Sistemas de Energia.
O ponto importante é que essas competências não precisam aparecer isoladamente.
Um projeto de inovação pode exigir, por exemplo, sensores conectados a uma rede, processamento dos dados coletados, aplicação de IA para identificar padrões e mecanismos de segurança para proteger a comunicação. É justamente a capacidade de combinar diferentes tecnologias, construída ao longo de décadas de pesquisa e desenvolvimento, que torna a Unidade relevante para projetos complexos de transformação digital.
E não se trata apenas de capacidade potencial. Atualmente, a UE CPQD acumula 137 projetos com 131 empresas parceiras e aproximadamente R$ 198 milhões em iniciativas de inovação tecnológica. Entre os segmentos atendidos estão indústria, agronegócio, financeiro, telecomunicações, cidades e saúde.
É aqui que a oportunidade ganha relevância.
A Embrapii e o BNDES mantêm uma parceria para apoiar projetos de PD&I com recursos não reembolsáveis. Entre seus focos temáticos está a Transformação Digital, e o CPQD aparece oficialmente entre as Unidades habilitadas nessa frente.
No eixo de Transformação Digital, a parceria contempla dois grandes grupos.
O primeiro reúne soluções digitais para Agro, Saúde, Cidades Inteligentes e Indústria 4.0, incluindo tecnologias como automação e robótica, IoT, Inteligência Artificial, blockchain e computação em nuvem.
O segundo envolve Sistemas e Componentes para Conectividade e 5G, incluindo plataformas de hardware, sistemas e componentes relacionados ao desenvolvimento de 5G, Open RAN e semicondutores.
Os projetos apoiados nessa frente podem abranger níveis de maturidade tecnológica, ou TRLs, de 3 a 9: da prova de conceito até uma tecnologia pronta para chegar ao mercado.
Isso amplia bastante o universo de empresas que podem olhar para a parceria.
Na indústria, talvez a transformação seja ainda mais visível.
Máquinas conectadas, inspeção automatizada, manutenção preditiva, visão computacional, robótica, processamento em edge, gêmeos digitais e redes privadas são algumas das tecnologias que vêm mudando a forma como fábricas produzem e tomam decisões.
O CPQD já desenvolveu, em parceria com a Embrapii, um projeto de Conectividade 5G e Edge Computing para Transformação Digital na Indústria 4.0, envolvendo desenvolvimento de software, hardware e componentes de conectividade para aplicações no chão de fábrica testadas em uma rede privativa real.
Esse exemplo ajuda a mostrar o que significa PD&I na prática: não se trata simplesmente de contratar 5G, mas de desenvolver tecnologias e aplicações capazes de explorar todo o potencial dessa infraestrutura para solucionar desafios reais da indústria e habilitar novas capacidades, como monitorar processos em tempo real, simular cenários, prever eventos, recomendar ações e automatizar decisões.
A transformação digital do agronegócio depende de uma infraestrutura tecnológica capaz de funcionar muito além dos escritórios, acompanhando a dinâmica e a complexidade das operações no campo.
Sensoriamento, rastreabilidade, automação, monitoramento remoto, IoT, processamento de dados e Inteligência Artificial podem ser combinados para criar soluções capazes de acompanhar lavouras, máquinas, insumos, animais e processos produtivos, transformando dados do campo em informação útil para a operação.
Nesse contexto, um projeto de PD&I pode nascer de perguntas bastante concretas: como obter dados de ativos em áreas com limitações de conectividade? Como monitorar e automatizar uma operação específica? Como transformar os dados coletados no campo em decisões mais rápidas e precisas? Como usar esses dados para antecipar eventos, prever comportamentos e agir antes que um problema aconteça?
São desafios em que conectividade, dados e inteligência precisam trabalhar juntos para gerar novas capacidades de previsibilidade, além de ganhos concretos de produtividade, eficiência e sustentabilidade.
Na saúde, a digitalização abre espaço para equipamentos conectados, monitoramento remoto, sistemas inteligentes, análise de dados e novas soluções baseadas em IA.
Mas desenvolver uma tecnologia para esse mercado exige muito mais do que criar uma interface ou um algoritmo. Confiabilidade, conectividade, privacidade, arquitetura tecnológica e integração entre diferentes componentes podem fazer parte do mesmo desafio, especialmente quando a solução precisa operar de forma contínua e segura.
Nesse contexto, projetos de PD&I podem responder a questões bastante concretas: como conectar equipamentos e transformar seus dados em informação útil? Como monitorar pacientes ou ativos remotamente? Como utilizar IA para identificar padrões, antecipar eventos e apoiar decisões? Como integrar diferentes sistemas e dispositivos em uma arquitetura segura e confiável?
É justamente essa combinação de competências que permite transformar dados e conectividade em novas capacidades de monitoramento, previsibilidade e tomada de decisão, fazendo da transformação digital um processo de desenvolvimento tecnológico, e não apenas de implantação de software.
Uma cidade inteligente não é definida pela quantidade de sensores instalados nela.
O valor surge quando infraestrutura física, conectividade, sistemas e dados conseguem trabalhar juntos para melhorar serviços e resolver problemas e apoiar decisões mais eficientes na gestão urbana.
Mobilidade, iluminação, monitoramento, segurança, energia e gestão de ativos são exemplos de áreas nas quais IoT, IA, conectividade e computação em nuvem podem ser combinadas para criar novas soluções e capacidades.
Nesse contexto, projetos de PD&I podem responder a questões bastante concretas: como transformar dados de diferentes ativos urbanos em inteligência? Como utilizar visão computacional para identificar situações, comportamentos ou eventos em tempo real? Como prever falhas, demandas ou eventos? Como automatizar decisões e respostas? Como integrar diferentes sistemas e infraestruturas para oferecer serviços urbanos mais eficientes?
Para empresas que fornecem tecnologias a municípios, concessionárias e operadores de infraestrutura, esse cenário também representa uma oportunidade para desenvolver novos produtos, plataformas e serviços digitais, ampliando o valor entregue aos seus clientes.
O desenvolvimento de uma tecnologia nova envolve incerteza.
É preciso testar hipóteses, construir protótipos, validar soluções e, muitas vezes, descobrir durante o processo que uma abordagem precisa ser modificada. Esse risco tecnológico é inerente à inovação.
A parceria entre Embrapii e BNDES atua justamente nesse ponto.
Os recursos do BNDES destinados à parceria são não reembolsáveis e vêm do Funtec. O modelo combina esse apoio financeiro à estrutura das Unidades Embrapii, que possuem equipes especializadas e infraestrutura para executar os projetos.
Na modalidade atual, o percentual de recursos não reembolsáveis depende do perfil do projeto e da empresa. Projetos de grandes empresas, com Receita Operacional Bruta (ROB) superior a R$ 90 milhões, podem receber até 1/3 do valor do projeto.
Para startups e PMEs com ROB inferior a R$ 90 milhões, o apoio pode chegar a 50% do valor total. Projetos cooperativos que incluam ao menos uma empresa abaixo desse limite também podem chegar a 50%.
Há ainda condições específicas para empresas da Região Norte e outras modalidades contempladas pela parceria. Por isso, o enquadramento deve ser analisado caso a caso com a Unidade.
Mais importante do que enxergar o BNDES apenas como uma fonte de recursos é entender a lógica do modelo: compartilhar o risco de desenvolver uma tecnologia que pode gerar competitividade para a empresa e para o país.
Uma empresa não precisa chegar ao CPQD com todo o projeto pronto.
Na verdade, a própria orientação da Embrapii para acessar os recursos da parceria com o BNDES é procurar diretamente uma Unidade habilitada e apresentar o desafio tecnológico. Não há intermediação da Embrapii nessa negociação. As Unidades têm autonomia para avaliar os projetos que irão executar.
Isso muda bastante a lógica para o executivo responsável pela inovação.
Em vez de tentar responder internamente a todas as questões técnicas antes de buscar apoio, a conversa pode começar pelo problema:
– “Precisamos monitorar esse processo em tempo real.”
– “Queremos desenvolver um produto conectado que ainda não existe no mercado.”
– “Temos uma aplicação industrial que depende de 5G e Edge computing.”
– “Precisamos aplicar IA aos dados gerados pela nossa operação.”
– “Queremos transformar um protótipo em um produto comercializável.”
A partir daí, é possível avaliar quais tecnologias serão necessárias, qual o grau de maturidade da solução, como estruturar o projeto e se ele pode ser enquadrado no apoio Embrapii–BNDES.
Existe outro fator que pesa bastante para quem precisa colocar inovação no planejamento empresarial: tempo.
Na parceria Embrapii–BNDES, as empresas não precisam esperar a abertura de um edital para apresentar seu desafio. Os projetos são contratados e iniciados, em média, em um mês. O modelo também prevê acompanhamento técnico e financeiro durante sua execução.
Isso aproxima o ritmo do fomento ao ritmo das decisões empresariais.
A empresa ganha acesso a um centro de pesquisa especializado, reduz a necessidade de construir internamente toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento e pode compartilhar parte do investimento de um projeto cujo resultado tecnológico ainda precisa ser construído.
No caso do CPQD, soma-se a isso uma trajetória consolidada em tecnologias que estão no centro da transformação digital.
Um bom ponto de partida é verificar se existe desafio tecnológico real.
Se a empresa simplesmente pretende adquirir uma solução pronta disponível no mercado, provavelmente não estamos falando de um projeto de PD&I.
Mas, se existe uma barreira tecnológica a superar, uma solução a desenvolver, uma tecnologia a adaptar de maneira inédita ou um produto que precisa avançar em seu nível de maturidade, vale iniciar a conversa.
Para projetos relacionados à Transformação Digital na parceria Embrapii–BNDES, algumas perguntas ajudam:
– Seu desafio está relacionado a Agro, Saúde, Cidades Inteligentes ou Indústria 4.0?
– O projeto envolve IoT, IA, automação, robótica, blockchain, computação em nuvem ou outras soluções digitais?
– Há necessidade de desenvolver hardware, sistemas ou componentes relacionados a conectividade, 5G ou Satélite (NTN IoT)?
– Existe uma incerteza tecnológica que exige pesquisa, experimentação, prototipagem ou validação?
Se uma ou mais respostas forem positivas, existe um bom motivo para conhecer as possibilidades oferecidas pelo modelo.
Existe uma diferença entre ter transformação digital no planejamento estratégico e conseguir transformar uma necessidade real em tecnologia.
É nessa distância que muitos projetos ficam pelo caminho.
A empresa conhece seu mercado e o problema que precisa resolver. O CPQD reúne conhecimento especializado, infraestrutura e competências em tecnologias convergentes. A Embrapii oferece um modelo ágil para conectar empresa e pesquisa aplicada. E a parceria com o BNDES adiciona a possibilidade de recursos não reembolsáveis para projetos enquadrados nas áreas prioritárias.
Para empresas de Agro, Saúde, Cidades Inteligentes e Indústria 4.0, essa combinação cria uma oportunidade concreta de avançar em projetos que talvez fossem complexos, arriscados ou caros demais para serem desenvolvidos exclusivamente dentro de casa.
Por isso, talvez a melhor pergunta para começar não seja mais “qual tecnologia devemos adotar?”, mas sim “qual problema da nossa empresa vale a pena resolver com tecnologia?”
A resposta pode ser o início do próximo projeto de inovação.
Para entender as modalidades, focos temáticos e condições de acesso aos recursos não reembolsáveis, consulte a parceria Embrapii e BNDES.
Mas se você já tem um desafio tecnológico e precisa do apoio da Unidade Embrapii CPQD, preencha seus dados no formulário e receba o contato direto de nossos consultores especializados.
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