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Publicado em 26 fevereiro, 2026
Fernanda De Negri, Igor Nazareth e ministro Alexandre Padilha
Investimento de R$ 90 milhões fortalece o SUS ao ampliar acesso a terapias avançadas, diagnósticos e produção nacional de medicamentos estratégicos
Uma ação estratégica no país para o tratamento de câncer por meio de terapia celular avançada é um dos destaques da chamada de Projetos de Alto Impacto em Saúde, resultado da parceria entre o Ministério da Saúde e a Embrapii. Ao todo, serão investidos R$ 90 milhões no desenvolvimento de tecnologias para o Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em dispositivos médicos, diagnósticos avançados e na fabricação nacional de fármacos e farmoquímicos. O anúncio dos investimentos foi feito nesta quinta-feira (26), em evento no Ministério da Saúde.
Entre os projetos selecionados está a engenharia in vivo de linfócitos CAR-T para o tratamento de câncer, uma das terapias mais avançadas da medicina contemporânea, com potencial de ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade no SUS e reduzir a dependência de soluções importadas. O projeto contará com investimento total de R$ 20,3 milhões, envolvendo Unidades Embrapii, empresas farmacêuticas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
No conjunto, os Projetos de Alto Impacto em Saúde mobilizam R$ 73 milhões em recursos do Ministério da Saúde e da Embrapii, além de R$ 17 milhões em contrapartida das empresas. As pesquisas foram selecionadas por meio de chamada pública lançada em julho de 2025 e envolvem nove Unidades Embrapii, sete empresas e a Fiocruz, com foco na solução de desafios complexos de interesse estratégico para a indústria nacional e para o SUS.
Os projetos abrangem o desenvolvimento de tratamentos para doenças negligenciadas, a produção nacional de insumos estratégicos, como anticorpos monoclonais e Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), além de soluções digitais e tecnologias baseadas em inteligência artificial para diagnóstico em regiões remotas e com baixa infraestrutura. O objetivo é fortalecer a capacidade produtiva e tecnológica do país, garantindo maior autonomia ao SUS e ampliando o acesso da população a tratamentos de ponta. “Quando a gente coloca um exame como o Exoma no SUS, a gente reduz um prazo de diagnóstico que é de até sete anos para seis meses. Este exame, para detecção de Atrofia Muscular Espinhal, custa R$ 5 mil e é inacessível para 90% das famílias brasileiras”, detalhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Padilha ressaltou também o potencial do Brasil para desenvolver tecnologias inovadoras de fortalecimento do SUS. “Esse investimento reafirma o compromisso do governo com o fortalecimento da inovação em saúde no Brasil. Estamos ampliando a capacidade nacional de desenvolver tecnologias para o tratamento de diversas doenças, reduzindo a dependência externa na produção de medicamentos de alta complexidade e garantindo mais acesso à população pelo SUS”, disse. “É o fortalecimento da nossa base científica, a formação de novos pesquisadores e a consolidação da soberania tecnológica a serviço da vida”, complementou.
O presidente da Embrapii, Alvaro Prata, destaca a relevância do investimento. “Essa parceria com o Ministério da Saúde evidencia como o investimento em pesquisa e inovação é essencial para o desenvolvimento de políticas públicas estruturantes. Ao direcionar tecnologia de ponta para desafios reais do SUS, estamos fortalecendo a indústria nacional e ampliando o acesso da população a tratamentos avançados e diagnósticos mais precisos”, diz. “É importante ressaltar que também estamos reduzindo a dependência externa em áreas estratégicas da saúde”, complementa. Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, ressaltou a importância da conexão entre empresas e centros de pesquisa proporcionada pela Embrapii. “Apoiamos estes projetos para que possam se transformar em inovação utilizada no SUS em breve”, explicou.
A área da saúde é hoje o segundo setor com maior volume de projetos apoiados pela Embrapii, atrás apenas da agroindústria. A pandemia de Covid-19 evidenciou vulnerabilidades estruturais do setor produtivo brasileiro, como a dependência externa de insumos estratégicos e equipamentos básicos de assistência à saúde. Esse cenário reforçou a importância de investimentos em inovação para tornar a indústria nacional mais competitiva e resiliente.
Projetos de Alto Impacto em Saúde selecionados
Engenharia in vivo de linfócitos CAR-T para o tratamento de câncer
Valor do projeto: R$ 20,3 milhões
Unidades Embrapii: Cimatec e Integrada de Descoberta e Desenvolvimento de Fármacos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP)
Empresas: Celertz Bio LTDA., Libbs Farmacêutica LTDA. e Fundação Oswaldo Cruz
Desenvolvimento de plataforma produtiva para IFA anti-inflamatória
Valor do projeto: R$ 12,5 milhões
Unidades Embrapii: CQMED e Inovação de Fármacos da UFMG
Empresa: Aether Global Pharma LTDA
Plataforma de acompanhamento de pacientes diabéticos com técnicas fotônicas, elétricas e inteligência artificial
Valor do projeto: R$ 8,4 milhões
Unidades Embrapii: Instituto de Física de São Carlos (USP) e Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação
Empresa: MM Optics LTDA
Plataforma de Descoberta e Desenvolvimento de IFAs para Doenças Imunomediadas
Valor do projeto: R$ 8,4 milhões
Unidades Embrapii: CNPEM e Integrada de Descoberta e Desenvolvimento de Fármacos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP)
Empresa: Aché Laboratórios Farmacêuticos LTDA
Desenvolvimento de biofármaco para para tratamento da Esclerose Múltipla
Valor do projeto: R$ 14,2 milhões
Unidades Embrapii: CNPEM e Integrada de Descoberta e Desenvolvimento de Fármacos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP)
Empresas: Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos LTDA e Fundação Oswaldo Cruz
AME – Soberania na Síntese de Oligonucleotídeos
Valor do projeto: R$ 26,3 milhões
Unidades Embrapii: Senai ISI Biossintéticos e Senai ISI Química Verde
Empresas: Norte Química S.A. e Fundação Oswaldo Cruz
Sobre a Embrapii
A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições de Ciência e Tecnologia, públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado.
Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto. A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Sebrae e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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