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Embrapii inaugura Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA em Belo Horizonte

Publicado em 3 setembro, 2026

O reitor Alessandro Moreira e o diretor de Operações da Embrapii, Marcelo Fabrício Prim, assinam o termo que oficializa a instalação do CTV-RNA no BH-TEC

Imunizante contra variante da malária que predomina no Brasil deve abrir o portfólio da nova estrutura 

 

O Centro de Competência Embrapii em Terapias e Vacinas com RNA (CTV RNA) será implementado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), em Minas Gerais. Com investimento de R$ 60 milhões previstos, a serem aportados no decorrer dos próximos quatro anos, o Centro já desenvolve seus primeiros produtos. 

 

De acordo com o presidente da Embrapii, Alvaro Prata, “o objetivo é que o Centro de Competência ajude o Brasil a internalizar conhecimento, formar talentos e fortalecer sua autonomia em uma área vital da saúde pública, acelerando a capacidade do SUS de responder às emergências sanitárias futuras”. 

 

Referência no desenvolvimento de imunizantes contra doenças infecciosas (em particular, a leishmaniose e a malária), a pesquisadora Santuza Teixeira vai coordenar o Centro de Competência. Ela somará a nova tarefa à sua atuação de líder de grupo no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas (INCT Vacinas) e de subcoordenadora do Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) – instituição que ajudou a fundar.  

 

Primeiro objetivo: vacina contra a ‘nossa’ malária 

 

O primeiro imunizante desenvolvido pela nova estrutura será direcionado à malária causada pelo Plasmodium vivax. Essa é a espécie dos protozoários da malária predominante no Brasil e não contemplada pelas vacinas atualmente existentes, que têm foco na espécie que circula no exterior, em particular, na África Subsaariana. 

 

Trata-se de um imunizante inédito que virá como solução para um problema específico do Brasil. O Centro também atuará no desenvolvimento de vacinas terapêuticas contra o câncer e de tratamentos capazes de orientar o organismo a produzir substâncias cuja ausência provoca doenças. 

 

Santuza Teixeira vai coordenar o Centro de Competência Embrapii em Terapias e Vacinas com RNA (CTV RNA)

 

“O interessante da tecnologia de mRNA é que ela permite que se faça alterações nas vacinas de forma muito mais rápida”, explica Santuza. “Além disso, já temos resultados que mostram que a eficácia da vacina de mRNA é maior. Foi algo que vimos na prática durante a pandemia”, completa. 

 

Legado da pandemia 

 

Em termos de inovação tecnológica em saúde, o maior legado da pandemia de Covid-19 foi a transformação das vacinas de RNA mensageiro (mRNA) em uma plataforma vacinal clinicamente comprovada e utilizável em larga escala.  

 

O que poucos sabem é que essa tecnologia não foi inventada durante a pandemia. Ela vinha sendo desenvolvida há décadas, no intuito de se descobrir vacina para outras doenças, como os cânceres.  

 

“A Moderna e a [parceria] Pfizer-BioNTech, por exemplo, só conseguiram fazer uma vacina contra a Covid-19 para ser distribuída no mundo inteiro naquele período tão curto de 11, 12 meses porque essas empresas já vinham trabalhando há muitos e muitos anos no desenvolvimento dessa nova tecnologia baseada em RNA mensageiro”, relembra Santuza.  

 

Sobre a Embrapii     

 

A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado. Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto.   

 

Confira as Unidades e os Centros de Competência credenciados pela Embrapii.  

*Com informações do CT Vacinas

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