Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a EMBRAPII apresenta uma série de entrevistas com mulheres que fazem a diferença no segmento da Inovação! Hoje, você conhece a história de Patricia Verardi Abdelnur, professora e pesquisadora na Unidade EMBRAPII Embrapa Agroenergia

“Eu quis fazer Química porque uma professora minha do ensino médio me incentivou e foi uma inspiração”. Foi assim que Patricia Verardi Abdelnur, hoje professora e pesquisadora na área de Gestão de Inovação e Negócios da Unidade EMBRAPII Embrapa Agroenergia, começou sua trajetória profissional.

Graduada em Química pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com mestrado em Química Orgânica pela mesma Universidade e doutorado em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Patricia leciona no programa de pós-graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG), em uma linha de pesquisa focada na utilização da espectrometria de massas no estudo de plantas e microrganismos.

Na Unidade EMBRAPI, trabalha com as temáticas de Metabolômica de Plantas e Leveduras, Espectrometria de Massas e Análises Químicas e Instrumentais, onde atua com pesquisa e desenvolvimento em bioeconomia e pesquisa agropecuária no Brasil. O objetivo de seu trabalho é trazer um grande impacto para a sociedade no geral, principalmente na área do Agronegócio. Além disso, Patricia é também mãe, mulher e conta pra gente um pouco mais sobre seus desafios.

Como começou seu interesse pela área?
Eu trabalho com espectrometria de massas desde o doutorado. Comecei a sentir interesse nessa área porque é uma parte da química analítica onde a gente faz a investigação das estruturas químicas. Vi uma palestra do Professor Doutor Marcos Eberlin falando sobre as aplicações da espectrometria de massas na parte de diagnóstico de câncer, busca de biomarcadores, várias aplicações na saúde e outras áreas também, então, eu comecei a ter interesse nesse sentido.

As mulheres já se mostraram importantes na ciência, mas ainda há preconceito de gênero. Quais os maiores desafios enfrentados em sua trajetória por ser mulher?
Eu nunca senti esse preconceito. Sempre achei que a gente poderia trabalhar igual aos homens. Eu acho que existe um pouco de dificuldade quando a gente tem filhos. Principalmente na parte da licença-maternidade, em que a gente fica por 6 meses fora, e a produtividade acaba sendo reduzida. Isso eu acho que é um grande desafio. Acredito que deveria ter a licença paternidade a longo prazo também, eu acho que essa seria a grande contribuição. Outro ponto é a parte de gestão, geralmente é masculina, principalmente nessa área Agro. Eu acho que poderiam ter mais mulheres nessa área e também mais gestão feminina.

Como incentivar que mais meninas se interessem pela área da ciência, tecnologia e inovação?
Eu acho que é demonstrando o potencial, mostrando que várias mulheres conseguiram revolucionar diversas áreas da ciência, tecnologia e inovação. O grande incentivo tem que ser dado com as meninas pequenas, desde o ensino fundamental, mostrando que a ciência é uma área muito interessante e que tem várias aplicações nesse universo feminino. No ano retrasado, fui dar uma palestra em uma escola pública da minha cidade natal, Angatuba, e foi bastante interessante incentivar nesse momento. As meninas ainda estão no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, e nessa fase já podem entender como funciona e como uma pesquisadora trabalha nessa área de ciência, tecnologia e inovação.

A frente da Unidade EMBRAPII, quais são os próximos desafios?
Eu acho que nosso desafio é sempre contratar projetos. Projetos de inovação que tragam essa parceria junto com o setor privado e que faça com que tecnologia de ponta e inovação seja transferida para as empresas. Que isso chegue na nossa sociedade de maneira rápida, com agilidade e flexibilidade, todos esses mecanismos que a EMBRAPII tem como missão. O grande desafio é esse: é continuar contratando projetos de alta relevância e que sejam de grande importância para o setor, agregando a um impacto para a sociedade no geral. Tanto na área Agro quanto na sociedade brasileira em outras áreas diversas, mas principalmente na nossa área.

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