Com 18 anos de experiência em engenharia de alimentos, Mário Murakami quer ajudar a formar cientistas capacitados a atuarem com as novas tecnologias

Mário Murakami, pesquisador do CNPEM, recebe o reconhecimento de destaque da Embrapii
Mário Murakami quer ajudar a formar cientistas capacitados a atuarem com as novas tecnologias

A rede de Unidades Embrapii conta com mais de cinco mil pesquisadores dedicados a trabalhar para o desenvolvimento de tecnologias e soluções voltadas à indústria. São cientistas com experiência junto ao setor produtivo e que entendem as necessidades das empresas. Mário Murakami, não foge à regra. Engenheiro de alimentos, o pesquisador atua na Unidade Embrapii CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais), em Campinas (SP) e é reconhecido por sua habilidade na gestão estratégica de projetos. Em dezembro do ano passado, Murakami recebeu o Prêmio Embrapii Pesquisador de Destaque Em suas palavras, ‘‘o prêmio representa o reconhecimento coletivo de um esforço científico e de gestão alinhado com os desafios enfrentados pela sociedade.”

Sob sua liderança, oito projetos foram conduzidos em áreas como bioenergia, mineração, alimentação humana e bebidas. Essas iniciativas não apenas resultaram no depósito de oito patentes, mas também possibilitaram o desenvolvimento de tecnologias que foram avaliadas em escala piloto. “Os projetos tinham desde um cunho de desenvolvimento científico até o escalonamento em ambiente industrialmente relevante e sustentabilidade. Todos os projetos atingiram níveis de TRL que permitissem gerar dados quantitativos para a indústria decidir o seu emprego”, afirma.

A trajetória profissional de Murakami reflete um compromisso com a pesquisa de ponta e a inovação. Destaca-se também sua participação pioneira nos primeiros projetos na Unidade Embrapii CNPEM, que inclui  iniciativas bem-sucedidas nos setores industriais de bebidas e alimentos, das quais resultaram no depósito de patentes – processo de preparo de extrato de guaraná e composição e método para mosturação de malte – e no licenciamento para a criação de uma startup.

Atualmente, o pesquisador está envolvido em projetos que desenvolvem rotas biotecnológicas para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, sigla em inglês) a partir de resíduos agroindustriais, entre eles bagaço da cana de açúcar, palha do milho, resíduos de eucalipto e bagaço de laranja. Transformados em blocos estruturais básicos, eles são convertidos em hidrocarbonetos, moléculas base para produção do SAF , por exemplo. “É uma disrupção tecnológica a produção de SAF por rotas biológicas, que torna o combustível sustentável, com emissões muito abaixo do fóssil”, explica. 

Capacitação

Além dos ganhos tangíveis em termos de desenvolvimento tecnológico, Murakami destaca os benefícios que não se pode ver, especialmente no que diz respeito à capacitação de recursos humanos. Ao longo dos projetos coordenados, o pesquisador contribuiu para a formação de uma nova geração de cientistas preparados para atuar no setor privado. “Hoje meu grande objetivo de carreira, mais do que desenvolver tecnologias, e divulgar a ciência, é capacitar uma geração de cientistas que possam entregar o conhecimento no setor produtivo. Ver que a próxima geração transforma o conhecimento científico é lindo, mas se não tiver um ecossistema de pessoas capacitadas, essa tecnologia nunca vai beneficiar a sociedade”, afirma o pesquisador. 

Unidade Embrapii CNPEM

Com infraestrutura de ponta e profissionais qualificados, a Unidade atua no desenvolvimento de projetos nas áreas de biotecnologia industrial e biotecnologia aplicada à saúde. A instituição possui sólida experiência no desenvolvimento de plataformas biotecnológicas, bioprocessos, bio e nanomateriais, biocombustíveis, processo de descoberta de medicamentos, testes de diagnóstico, sendo membro da Rede Vírus do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com atuação importante nas pesquisas para o combate à Covid-19.

Merecem destaque os seguintes projetos que estão sendo realizados pela Unidade Embrapii:  

  • Desenvolvimento de medicamento anticâncer com ação terapêutica a partir da biodiversidade brasileira, em parceria com a empresa Aché;
  • Estratégias enzimáticas para biocombustíveis avançados, em parceria com a empresa Sinochem; e
  • Produção de compósitos poliméricos utilizando cargas oriundas de biomassa, feitos junto à empresa SPPT.

Localizado em Campinas-SP, o CNPEM possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial: o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS); o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio); o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano).

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