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Quando a ciência encontra a indústria

Publicado em 11 março, 2026

Itamir Morais é diretor Unidade Embrapii Metrópole Digital

Diretor da Unidade Embrapii Metrópole Digital, na UFRN, é finalista do Prêmio Nacional de Inovação 2026 na categoria Pesquisador Empreendedor

 

Finalista do Prêmio Nacional de Inovação 2026, na categoria Pesquisador Empreendedor, o professor Itamir de Morais Barroca Filho construiu sua trajetória aproximando o conhecimento produzido na universidade dos desafios reais das empresas. Pesquisador da rede de inovação da Embrapii e diretor da Unidade Embrapii Metrópole Digital, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ele também tem experiência direta no empreendedorismo tecnológico: fundou duas empresas ao longo da carreira. Em uma delas, desenvolveu uma solução para monitoramento do tempo de produção industrial, iniciativa que levou a própria empresa a indicá-lo ao prêmio na categoria que reconhece profissionais responsáveis por transformar pesquisa em inovação aplicada ao mercado.

 

Na Unidade Embrapii Metrópole Digital, o pesquisador atua justamente nesse ponto de encontro entre ciência, tecnologia e setor produtivo. Sua trajetória foi construída com um objetivo claro: evitar que pesquisas relevantes permaneçam apenas nos laboratórios e artigos científicos.

 

Para Itamir, tornar-se um pesquisador empreendedor depende de três fatores principais: mentalidade, ambiente e oportunidade. “É preciso que a pessoa reconheça que a inovação também faz parte de seu papel social. Também é necessário que existam ambientes institucionais favoráveis, como ecossistemas de inovação e programas de apoio, e oportunidades reais de interação com o mercado.”, pontua.

 

Desde o início da carreira acadêmica, ele percebeu que a universidade pode ir além da geração de conhecimento. “A universidade tem um papel estratégico não apenas na produção científica, mas também na transformação desse conhecimento em inovação capaz de resolver problemas reais da indústria e da sociedade”, afirma.

 

Em projetos desenvolvidos na Unidade Embrapii Metrópole Digital/UFRN, equipes acadêmicas passaram a trabalhar em parceria com empresas para desenvolver plataformas inteligentes, capazes de transformar grandes volumes de dados em informações estratégicas para a tomada de decisões.

 

“Muitas empresas possuem grandes volumes de dados, mas ainda enfrentam dificuldades para extrair valor dessas informações. A aplicação de inteligência artificial e ciência de dados permite transformar esses dados em conhecimento útil para a gestão e para a inovação.”, comenta o pesquisador.

 

Nesse contexto, a Unidade Embrapii desempenha um papel importante ao aproximar universidade e indústria. Segundo Itamir, essa colaboração cria um ambiente favorável à inovação. “O modelo permite gerar transferência de conhecimento, formação de recursos humanos altamente qualificados e desenvolvimento de tecnologias com impacto real no setor produtivo”, explica.

 

Foi ao trabalhar diretamente com empresas que essa percepção se tornou ainda mais clara. Ao lidar com desafios tecnológicos concretos, especialmente nas áreas de software, inteligência artificial, internet das coisas (IoT) e sistemas inteligentes, Itamir identificou que muitas das soluções necessárias já estavam sendo estudadas dentro da universidade. O desafio era aproximar esses dois mundos.

 

“É justamente nessa interface que surgem oportunidades de transformação. Quando pesquisadores e empresas conseguem trabalhar juntos, novas tecnologias podem ganhar escala e contribuir para aumentar a competitividade da indústria brasileira.”, afirma Itamir.

 

O professor acredita que áreas como inteligência artificial, análise avançada de dados, internet das coisas (IoT) e plataformas digitais terão papel central na transformação da indústria brasileira nos próximos anos. Essas tecnologias devem permitir que empresas se tornem mais eficientes, mais orientadas por dados e mais competitivas em um mercado cada vez mais digital.

 

Para jovens pesquisadores que desejam levar suas ideias para além da universidade, o conselho é direto: aproximar-se dos problemas reais da sociedade e da indústria. “Quando conseguimos conectar ciência com desafios concretos, o impacto da pesquisa pode ser muito maior”, diz.

 

Essa visão resume bem a trajetória de Itamir Morais. Mais do que produzir conhecimento, seu trabalho mostra como a pesquisa científica pode se transformar em soluções que fortalecem empresas, geram inovação e contribuem para o desenvolvimento tecnológico do país.

 

Sobre a Unidade Embrapii Metrópole Digital/UFRN

 

A Unidade Embrapii Metrópole Digital, vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atua como um importante centro de pesquisa e inovação em tecnologias digitais no Brasil. Com infraestrutura avançada que inclui laboratórios, data centers, supercomputadores e uma incubadora de empresas, a unidade desenvolve projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas como Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem e aprendizado de máquina.

 

Ao reunir pesquisadores, empresas e instituições públicas, o Metrópole Digital contribui para impulsionar a transformação digital da indústria, criando soluções tecnológicas que aumentam a competitividade das empresas em setores como logística, mineração, autopeças e análise de dados para tomada de decisões. Saiba mais: https://embrapii.org.br/unidades/internet-das-coisas-iot-metropole-digital-ufrn/


Sobre a Embrapii

 

A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições de Ciência e Tecnologia, públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado.

 

Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto. A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Sebrae e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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