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Publicado em 3 junho, 2026
Método não invasivo e indolor é seguro e apresentou bons resultados nos testes com 50 mulheres entre 35 e 80 anos
Uma inovação desenvolvida pela Unidade Embrapii Instituto de Física de São Carlos – USP promete transformar os procedimentos estéticos e clínicos: a aplicação de ácido hialurônico sem o uso de agulhas. A tecnologia utiliza laser e ondas de choque para introduzir o ativo na pele de forma segura, indolor e não invasiva, com resultados comprovados em testes clínicos realizados com 50 mulheres entre 35 e 80 anos.
O procedimento consiste na aplicação tópica do ácido hialurônico na região a ser tratada, seguida da movimentação suave de um equipamento que converte pulsos de laser em ondas de choque. Essa pressão controlada favorece a permeação da substância em camadas mais profundas da pele, sem perfuração ou dor. Nos testes clínicos, foram observadas melhorias significativas na hidratação, textura e aparência das rugas.
“Eliminamos o medo da agulha e os riscos associados aos procedimentos invasivos. As pacientes relataram conforto absoluto, sem dor ou intercorrências, além de resultados visíveis na qualidade da pele”, relata Fernanda Mansano Carbinatto, pesquisadora responsável. De acordo com ela, o projeto foi pensado com sensibilidade, por uma equipe multidisciplinar formada em sua maioria por mulheres. “A ideia era acolher outras mulheres e oferecer uma experiência que vai além da estética”, destaca.
Para Vanderlei Bagnato, coordenador do projeto, a presença das mulheres na ciência é fundamental para o avanço das pesquisas e para a construção de soluções que realmente atendam às necessidades da sociedade. “Este projeto mostra como equipes diversas e sensíveis podem criar tecnologias transformadoras, que impactam diretamente o bem-estar e a saúde”, declara.
A ideia da pesquisa nasceu da observação do empresário Anderson Luis Zanchin, fundador da Napid Pesquisa e Desenvolvimento, da aversão de alguns pacientes por tratamento injetáveis. “Tem gente que vê agulha e sai correndo. Além disso, muitos procedimentos estéticos apresentam intercorrências por serem injetáveis. Nossa ideia foi criar uma solução que eliminasse esses riscos, oferecendo ao mercado uma alternativa segura, eficaz e totalmente indolor”, afirma.
Além da estética, a tecnologia poderá ser aplicada em tratamentos dermatológicos e até em terapias contra câncer de pele, ampliando o universo de possibilidades. O projeto contou com investimento da empresa Napid, do Sebrae, da Embrapii, além de contrapartida econômica da Unidade IFSC-USP.
Sobre a Embrapii
A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado. Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto.
A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Confira as Unidades e os Centros de Competência credenciados pela Embrapii.
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