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Publicado em 6 abril, 2017
04/04/2017
A Unidade EMBRAPII CPqD, em parceria com a empresa Furukawa, acaba de concluir um projeto de inovação que irá ampliar a oferta de banda larga aos usuários, além de reduzir a poluição visual hoje existente nos postes das redes aéreas de distribuição de energia. Trata-se de um cabo híbrido, metálico, com fibra óptica no interior, capaz de conduzir energia elétrica e, ao mesmo tempo, fazer a transmissão de dados em banda larga. A nova tecnologia, chamada de OPDC (Optical Distribution Cable), já está disponível e vem servindo de base para outro projeto inovador no país: a implantação de uma rede sinérgica, desenvolvida pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), com o apoio dos programas de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e da Fapemig.
O diferencial dessa nova tecnologia é o uso da fibra óptica dentro do cabo energizado, em redes de média tensão (os cabos OPGW – Optical Ground Wire são utilizados em torres de transmissão de energia de alta tensão, como um cabo para-raios). O acesso às fibras ópticas no cabo condutor exige uma proteção elétrica, que é feito por meio de um dispositivo isolador que é o resultado importante e inovador desse projeto.
Para o diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães, este projeto representa um grande passo na aplicação da Internet das Coisas (IoT). “Sem dúvida, essa inovação poderá atender a uma crescente demanda por comunicação em banda larga, que cada vez mais exige novos investimentos em expansão das redes e descobertas de produtos mais eficientes”, declarou.
“O mundo das smart grids e smart cities, com seus semáforos e iluminação pública inteligentes, sensores, carros elétricos, geração distribuída etc., vai exigir o uso de redes de fibras ópticas para garantir altíssima qualidade e confiabilidade das aplicações e serviços”, destaca Luiz Obara, da Gerência Técnica de Energia da Furukawa. “A Cemig enxergou essa necessidade de preparar sua rede do futuro, quando lançou a ideia da rede sinérgica. E a Furukawa, em parceria com a EMBRAPII, desenvolveu a solução que tornou viável a implantação desse novo conceito”, acrescenta.
Carlos Alexandre Meireles Nascimento, engenheiro de tecnologia e normatização da Cemig e um dos desenvolvedores da tecnologia de redes sinérgicas, destaca que o novo cabo híbrido – que vem sendo utilizado com sucesso em um trecho da rede de distribuição da concessionária em Sete Lagoas – é um elemento importante na construção das smart grids (redes elétricas inteligentes). “Uma das vantagens é que se houver rompimento desse cabo, a fibra óptica permite detectar o ponto exato em que isso ocorreu, o que facilita o bloqueio da rede de energia para evitar acidentes e reduz muito o tempo de reparo do problema”, explica.
Além disso, ele ressalta que a nova tecnologia permitirá o compartilhamento da infraestrutura de comunicação em banda larga entre as diversas operações da concessionária de energia e, também, com operadoras de telecomunicações e provedores de serviços de internet, por exemplo. O projeto custou R$ 1,4 milhões.
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