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Publicado em 12 julho, 2016
12/07/2016
A Votorantim Metais (VM) inaugurou em Simões Filho, na Bahia, as plantas-piloto de Metais Valiosos e Carvão Alto Volátil (CAV), resultado de dois projetos desenvolvidos em parceria com a Unidade EMBRAPII Senai Cimatec, que selam mais uma parceria entre a holding do setor mínero-metalúrgico e o centro tecnológico.
O primeiro projeto foi desenvolvido para testar a viabilidade da recuperação de metais valiosos da Barragem dos Peixes, localizada em Juiz de Fora (MG). Já na planta CAV será avaliada a possibilidade de substituição de um combustível à base de petróleo por carvões de origem vegetal em câmaras de combustão.
“Os projetos representam uma grande inovação não só para o Brasil, mas para o mundo. Se o CAV se mostrar viável, será um salto tecnológico que vai reduzir a emissão de gases do efeito estufa e diminuir custos para a indústria”, afirmou o gerente corporativo de Inovação em Energia e Tecnologia Mineral da VM, Rodrigo Gomes. O diretor de Tecnologia da VM, Alexandre Gomes, ressaltou a qualidade dos projetos desenvolvidos em parceria com a Unidade EMBRAPII, além do tempo recorde de execução. “Já temos mais de dez projetos concluídos com as equipes da Unidade baiana. Os profissionais envolvidos demonstram grande capacidade de apresentar soluções de qualidade em pouco tempo”, disse.
Os testes nas plantas-piloto começaram há uma semana e deverão ter resultados conclusivos em até três meses. A partir daí a VM vai decidir se constrói plantas industriais para consolidar os processos na sua produção industrial. Desde o início de suas atividades, a Unidade EMBRAPII Senai Cimatec já desenvolveu 27 projetos com diversas empresas no valor total de R$ 68,6 milhões.
Sobre a EMBRAPII – A EMBRAPII mantém contrato de gestão com o Ministério da Ciência, Tecnologias, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Ministério da Educação (MEC) e atua por meio da cooperação com instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, tendo como foco as demandas empresariais e como alvo o compartilhamento de risco na fase pré-competitiva da inovação. O financiamento da instituição obedece a seguinte regra geral: a EMBRAPII pode investir até 1/3 das despesas das Unidades com projetos de PD&I com empresas, enquanto o restante é dividido entre a empresa parceira e a Unidade. Ao compartilhar riscos de projetos com as empresas (por meio da divisão dos custos do projeto), estimula-se o setor industrial a inovar mais e com maior intensidade tecnológica para, assim, potencializar a força competitiva das empresas tanto no mercado interno como no mercado internacional.
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