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Publicado em 19 agosto, 2019
Cinco projetos estão em andamento em parceria com o Sebrae para transformar o refugo de mármore Bege Bahia em composto de cimento ou argamassa, aparatos decorativos e até fertilizante agrícola
O Brasil é o quarto maior exportador de rochas ornamentais no mundo, resultando em US$ 992,5 milhões em exportações, segundo dados de 2018 da Associação Brasileira de Rochas Ornamentais (Abirochas). Com tamanha demanda, os resíduos gerados neste segmento necessitam de uma destinação sustentável e economicamente viável. Foi na busca de soluções para este desafio, que 63 micros e pequenas empresas, que formam o consórcio Assobege (Associação dos Empreendedores de Mármore Bege Bahia), se uniram para o desenvolvimento de projetos inovadores com a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), por meio de sua unidade credenciada Senai Cimatec, e o Sebrae.
As empresas envolvidas na parceria atuam na região da cidade baiana de Ourolândia, único local no Brasil onde pode ser encontrado o mármore do tipo Bege Bahia. Apesar de concorrentes, as empresas partilhavam do problema da inutilização do pó de mármore, cascalho ou partes fora do padrão e perceberam no modelo EMBRAPII um caminho para atender a esta demanda social, econômica e ambiental.
Segundo Silmar Nunes, gerente de novos negócios da unidade EMBRAPII, Senai Cimatec, são cerca de dois milhões de toneladas acumuladas em montanhas de cascalho, pó e restos de mármore Bege Bahia, gerado pelas empresas de extração. “Juntamente com outras instituições, como SIMAGRAN (Sindicato de Mármores e Granito do Estado da Bahia) e IDEM – GB (Instituto de Desenvolvimento Do Mármore Bege Bahia Gian Franco Biglia), a ideia é agregar valor aos subprodutos dando destinação a este material”, explica. “A inovação tecnológica será uma excelente oportunidade para as empresas buscarem soluções para suas demandas.”
A EMBRAPII é uma organização social que tem contrato de gestão com os ministérios de Saúde (MS), Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e oferece um modelo específico de investimento em projetos inovadores que atendam a demanda industrial. A instituição investe até 1/3 das despesas com recursos não reembolsáveis, o restante é dividido com a empresa idealizadora e a unidade credenciada, centros de pesquisas renomados que entram com infraestrutura e know-how em diferentes áreas técnicas. Ao todo, são 42 distribuídas pelo país.
Assim como ocorreu no caso do consórcio Assobege, startups, micro e pequenas empresas podem ainda usufruir do acordo estabelecido entre EMBRAPII e Sebrae, que amplia o incentivo no financiamento e desenvolvimento de projetos.
Projetos
Cinco iniciativas estão em desenvolvimento para oferecer produtos e processos que tragam soluções importantes para os estoques remanescentes do mármore Bege Bahia (blocos e pó), oriundos da extração considerando eventual potencial de contaminação. Além disso, a proposta é que os novos procedimentos também possam ser adotados nas futuras extrações.
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