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Publicado em 3 fevereiro, 2026
Com trajetória na ciência, inovação e gestão pública, Francilene chega ao colegiado em momento estratégico para a indústria brasileira
Com trajetória marcada pela atuação integrada entre ciência, tecnologia, inovação, a pesquisadora e gestora pública Francilene Garcia é a nova presidente do Conselho de Administração da Embrapii. Com a nomeação, Francilene se torna a primeira mulher, em 12 anos de funcionamento da instituição, a assumir a presidência do colegiado.
Francilene esteve na sede da Embrapii, em Brasília, nesta quinta-feira (29), para encontro com a Diretoria Colegiada e gerentes. Na oportunidade, destacou que acompanha a Embrapii desde sua criação e que passa a liderar o Conselho em um momento estratégico, marcado pela ampliação de parcerias com a indústria, fortalecimento da pesquisa, consolidação do modelo de compartilhamento de riscos no desenvolvimento tecnológico e pelos desafios impostos pela agenda climática global.
Docente e pesquisadora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) desde 1989, a nova presidente do Conselho de Administração é bacharel em Ciência da Computação, mestre em Informática e doutora em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Parte de sua formação acadêmica e de pesquisa foi realizada na Tsinghua University, na China.
Ao longo de sua carreira, atuou na coordenação e execução de projetos de pesquisa aplicada. Essa experiência foi aprofundada quando assumiu a presidência da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, instituição mantenedora de um dos primeiros parques tecnológicos do Brasil, sediado no Nordeste.
“A Embrapii é uma plataforma extremamente bem-sucedida, já com pouco mais de uma década, com capacidade de fazer a leitura dos desafios tecnológicos da base industrial brasileira e integrar as capacidades da academia, das universidades públicas e privadas e do sistema S na resolução de problemas trazidos pela indústria”, afirmou Francilene, ao destacar o papel da instituição como política pública estruturante para a inovação no país. Segundo ela, a Embrapii se consolida como um dos principais instrumentos de articulação entre política industrial, política científica e inovação no Brasil.
No cenário nacional, presidiu a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) entre 2012 e 2015 e, posteriormente, atuou como secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Paraíba, cargo que ocupou de 2011 a 2018. Nesse período, comandou o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e participou da construção do atual marco legal de CT&I.
Francilene também integrou o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) durante o processo de elaboração e regulamentação do marco legal, além de ter atuado por 12 anos no Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. Atualmente, é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), conselheira do CCT, da Finep e do Instituto Serrapilheira, além de professora da UFCG.
Para a nova presidente do Conselho, o momento atual exige que a Embrapii avance em sua capacidade de planejamento e articulação estratégica. “O mundo mudou. Vivemos transições climáticas, digitais, geopolíticas, além de desafios agravados pela crise sanitária recente. A Embrapii, com seu modelo descentralizado e já bem-sucedido, precisa se preparar para assumir novos desafios e atuar com maior capacidade de planejamento de médio e longo prazo”, destacou.
Segundo Francilene, a perspectiva de planejamento plurianual é fundamental para ampliar o impacto da instituição junto à indústria e alinhar sua atuação às missões definidas pela nova política industrial e pela Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A ideia é permitir que a Embrapii seja mais ambiciosa em suas metas, fortalecendo a soberania tecnológica do país em áreas estratégicas.
Outro ponto ressaltado por Francilene é o papel da Embrapii na redução das desigualdades regionais. Para ela, a presença de unidades vinculadas a universidades públicas em diferentes regiões do país permite aproveitar a interiorização do sistema de ciência e tecnologia e estimular o desenvolvimento regional. “A rede Embrapii pode ser uma plataforma de alavancagem para uma melhor distribuição regional da inovação, conectando empresas e ambientes de geração de conhecimento em todos os territórios”, afirmou.
Com a posse de Francilene Garcia, a Embrapii reforça seu compromisso com uma governança qualificada, alinhada aos desafios contemporâneos da indústria brasileira e à construção de um projeto de desenvolvimento baseado em ciência, inovação e redução das desigualdades regionais.
Sobre a Embrapii
A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições de Ciência e Tecnologia, públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado.
Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto. A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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