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Investimento de R$ 26,4 milhões para biometano a partir de resíduos do etanol

Publicado em 1 junho, 2026

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A iniciativa aposta em uma alternativa capaz de substituir o gás fóssil utilizando a infraestrutura já existente.

 

 

 

Na corrida global por combustíveis alternativos aos fósseis, uma iniciativa apoiada pela Embrapii vai transformar resíduos da produção de etanol em uma nova fonte de energia renovável. O projeto Res2Bio vai desenvolver tecnologias para ampliar a produção de biometano a partir de resíduos da cana-de-açúcar, como bagaço, palha, vinhaça e torta de filtro. A proposta envolve a empresa Equinor e a Unidade Embrapii CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), com investimento total de R$ 26,4 milhões.

 

O projeto reforça o papel da Embrapii na conexão entre indústria e centros de pesquisa para acelerar soluções tecnológicas voltadas à transição energética e à descarbonização industrial. A iniciativa aposta em uma alternativa capaz de substituir o gás fóssil utilizando a infraestrutura já existente, reduzindo custos de adaptação e ampliando a competitividade do setor energético nacional.

 

“O projeto Res2Bio é uma demonstração importante de como o nosso modelo de fomento pode ser usado de maneira ágil para gerar soluções de baixo carbono com benefícios ambientais para o Brasil. Estamos falando de um projeto que transforma resíduos da cadeia sucroenergética em alternativa renovável ao gás fóssil. Na prática, estamos somando sustentabilidade, competitividade industrial e desenvolvimento tecnológico”, afirma o presidente da Embrapii, Alvaro Prata.

 

O desenvolvimento da solução inclui pesquisas para aumentar a eficiência da conversão dos resíduos em biometano, otimizar os processos biológicos e aprimorar a purificação do combustível para atender aos padrões de mercado. O projeto também vai avaliar impactos ambientais, sociais e econômicos da tecnologia, incluindo redução de emissões e melhorias na gestão de resíduos industriais.

 

Além do potencial energético, o Res2Bio pode gerar impactos ambientais e econômicos relevantes para o Brasil. A tecnologia transforma resíduos agroindustriais em combustível renovável, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa e criando possibilidades de aproveitamento para uma cadeia produtiva estratégica da economia brasileira. A expectativa é que o projeto também contribua para fortalecer a bioeconomia, estimular novas rotas industriais sustentáveis e ampliar a segurança energética do país.

 

A solução tecnológica será desenvolvida pela Unidade Embrapii CNPEM, localizada em Campinas (SP). A instituição possui sólida experiência no desenvolvimento de rotas biotecnológicas para o aproveitamento de subprodutos agroindustriais e agroflorestais para a geração de açúcares avançados e a produção de biocombustíveis e de bioquímicos. Sabia mais sobre a Unidade.

 

Sobre a Embrapii

 

A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado. Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto.

 

A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Confira as Unidades e os Centros de Competência credenciados pela Embrapii.

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