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Publicado em 20 abril, 2020
Software para visualização do útero e navegação em 3D vai gerar informações que complementam diagnósticos
A endometriose é uma doença ginecológica que atinge cerca de 180 milhões de mulheres no mundo, sendo 7 milhões delas no Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Tanto esta quanto outras patologias endometriais necessitam de exames que podem ser considerados invasivos provocando desconforto às pacientes. Para mudar este cenário, novos métodos alternativos de visualização estão sendo desenvolvidos, como por exemplo, a histeroscopia virtual, nova tecnologia de navegação uterina em 3D, resultado da parceria entre EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e a empresa GE (General Electric).
A histeroscopia convencional (vídeo-histeroscopia) é um tipo de exame para detectar se a mulher tem algum problema no útero. A visualização interna ajuda o médico a diagnosticar possíveis lesões e serve como método à intervenção cirúrgica, em alguns casos. Já a histeroscopia virtual, inovação desenvolvida por pesquisadores da Unidade EMBRAPII, Tecgraf/PUC, tem o diferencial de ser muito menos invasiva. Na prática, um software vai utilizar imagens de ultrassom volumétrico para navegar virtualmente na cavidade uterina possibilitando que o profissional visualize as informações necessárias para complementar o diagnóstico, sem gerar o desconforto do método tradicional.
“A parceria com a EMBRAPII viabilizou a aplicação do conhecimento em processamento de imagens e interação em 3D do Instituto Tecgraf em uma área extremamente importante e que, até então, tínhamos pouca atuação, que é a medicina”, explica o professor Alberto Raposo, gerente da Unidade EMBRAPII Tecgraf/PUC-Rio. O projeto permitiu abrir uma importante linha de colaboração com a indústria de equipamentos de imagens médicas, onde a inovação passa inevitavelmente pela cooperação entre medicina e computação.”
Sobre a EMBRAPII
A EMBRAPII é uma organização social com contrato de gestão com os Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC); Educação (MEC) e Saúde. A instituição atua como ponte entre os centros de pesquisa (Unidades EMBRAPII) e a indústria e já apoiou cerca de 900 projetos de inovação. Atualmente, a rede conta com 42 Unidades EMBRAPII distribuídas em todas as regiões do país.
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