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Publicado em 17 fevereiro, 2020
Simulador cardíaco desenvolvido pelo IFBA irá contribuir na capacitação de estudantes e profissionais de medicina oferecendo situações de risco mais próximas à realidade
Pesquisadores baianos desenvolveram um equipamento capaz de simular doenças cardíacas com o objetivo de aperfeiçoar o treinamento de profissionais e estudantes da área médica. A iniciativa é uma parceria entre EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Instituto Federal da Bahia (IFBA) e a empresa Algetec. A inovação promete simular situações de risco mais próximas à realidade, um caso de infarto, por exemplo.
O equipamento tem o formato de um tórax com cabeça e possui estrutura mecânica e eletrônica adequada à captação de sinais elétricos de eletrocardiograma. Ele usa monitores cardíacos reais e possui um aplicativo por onde o professor pode programar situações que necessitem de ações terapêuticas, enquanto acompanha a evolução do quadro clínico, de acordo com o tratamento adotado. O aparelho suporta manobras clínicas como compreensão torácica (massagem cardíaca), descarga elétrica de desfibrilação e reproduz sons característicos dos batimentos do coração, tanto em situação normal quanto patológica.
De acordo com os pesquisadores da Unidade EMBRAPII – IFBA, estudos apontam que os modelos existentes no mercado atualmente apresentam inconvenientes ao treinamento em eletrocardiologia. “A parceria com a EMBRAPII foi importante, pois viabilizou o projeto e contribuiu para que o desenvolvimento tecnológico inovador pudesse ser disseminado entre profissionais e alunos, além de agregar valor ao produto, podendo alavancar a economia nesta área”, afirma o professor Josemir Alexandrino, coordenador do projeto do IFBA.
O professor explica ainda que o principal benefício da proposta é disseminar a tecnologia nas faculdades de medicina, em cursos da área e nas instituições de saúde, já que atualmente, simuladores com esse nível de tecnologia são importados e de elevado custo.
Sobre a EMBRAPII
A EMBRAPII mantém contrato de gestão com o Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Saúde e atua por meio da cooperação com instituições de pesquisa científica e tecnológica, tendo como foco as demandas empresariais e como alvo o compartilhamento de risco na fase pré-competitiva da inovação. O financiamento da instituição obedece a seguinte regra geral: a EMBRAPII pode investir até 1/3 das despesas do projeto (recursos não-reembolsáveis), enquanto o restante é dividido entre a Unidade EMBRAPII, que disponibiliza estrutura, qualificação profissional e equipamentos, e a empresa demandante.
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