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Entenda a importância da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na indústria para o crescimento empresarial e como investir de forma estratégica.
Publicado em 5 junho, 2025
Em um cenário industrial competitivo e dinâmico, a capacidade de inovar é essencial para a sobrevivência e o crescimento das empresas. Nesse sentido, investir em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é fundamental no processo, permitindo que as organizações criem novos produtos, melhorem processos e se adaptem às mudanças do mercado.
P&D refere-se às atividades sistemáticas realizadas por empresas ou instituições com o objetivo de aumentar o conhecimento e desenvolver novas aplicações da ciência e da tecnologia. Na indústria, isso inclui desde obter ganhos apontados com a pesquisa básica e transformá-los em protótipos e testes de mercado.
Investir em P&D traz diversos benefícios para as empresas:
Apesar da importância do P&D, o Brasil ainda enfrenta desafios nesse campo. Segundo dados do Índice Global de Inovação (IGI) 2024, produzido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o país ocupa a 50ª posição no ranking mundial de inovação e caiu uma posição em relação ao ano anterior. Isso reforça a necessidade de investimentos em inovação e desenvolvimento tecnológico.
Para estimular o investimento em P&D, existem diversos incentivos:
A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) apoia empresas no desenvolvimento de projetos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), oferecendo cofinanciamento e acesso a centros de pesquisa de excelência. Para isso, conta com parcerias com Sebrae, BNDES e outros órgãos.
Desde sua criação, a Embrapii já apoiou milhares de projetos, contribuindo significativamente para a inovação na indústria nacional.
A Lei nº 8.248/91, uma atualização da Lei de Informática, concede benefícios para empresas do setor de tecnologia que investem em P&D. Entre os benefícios, as empresas poderão ter preferência nas aquisições de produtos com tecnologia desenvolvida no país e créditos financeiros proporcionais aos investimentos realizados.
A Lei nº 11.196/2005, conhecida como Lei do Bem, é uma das principais políticas públicas de incentivo à inovação no Brasil. Ela permite que empresas que realizam atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) deduzam do Imposto de Renda uma porcentagem significativa dos valores investidos nesses projetos.
Para ter acesso ao benefício, é necessário que a empresa esteja em regime de lucro real e comprove o investimento em inovação tecnológica. A Lei do Bem contempla atividades como desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços, e até mesmo melhorias incrementais com valor tecnológico.
Empresas de TIC se beneficiam diretamente da Lei de Informática, que incentiva investimentos em desenvolvimento de software, hardware e serviços tecnológicos. Esses investimentos são fundamentais para manter a competitividade em um setor altamente dinâmico. A Embrapii é coordenadora de Programas e Projetos Prioritários de Interesse Nacional (PPIs) em que empresas podem aportar seus recursos da Lei de TICs para receber créditos tributários e impulsionar a inovação da indústria tecnológica.
A indústria de transformação brasileira registrou um crescimento de 2,9% no segundo trimestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionado por investimentos em inovação e modernização dos processos produtivos.
O setor elétrico brasileiro está passando por uma transformação guiada pela inovação em energias renováveis, armazenamento de energia e digitalização da rede elétrica. Projetos de P&D têm sido fundamentais para o desenvolvimento de tecnologias como redes inteligentes (smart grids) e sistemas de medição remota. A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) mantém um programa regulado de P&D que obriga concessionárias a investir um percentual da receita operacional líquida em projetos inovadores .
No setor de petróleo, a inovação tem ajudado a aumentar a eficiência da exploração e produção, principalmente em áreas como o pré-sal. A Petrobras, por exemplo, investe bilhões anualmente em P&D, por meio do seu centro de pesquisa (CENPES) e também em parceria com instituições credenciadas. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) também exige que empresas destinem recursos para P&D como contrapartida dos contratos de exploração e produção, fomentando uma ampla rede de inovação tecnológica no setor.
Com o lançamento do Brasil Semicon, o setor de semicondutores recebe um impulso significativo para o desenvolvimento de tecnologias nacionais, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo a indústria local.
Investir em Pesquisa e Desenvolvimento não é apenas uma estratégia para o crescimento, mas uma necessidade para a sobrevivência no mercado atual. Empresas que priorizam o P&D estão mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro, criando novos negócios, adaptando-se rapidamente às mudanças e liderando a inovação em seus setores.
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